O Quarto Do Felino

Doenças neurodegenerativas e células estaminais April 17, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 12:59 pm

Fui, há umas semanas atrás, a uma conferência na livraria Almedina sobre “Terapia com células estaminais: que futuro para as doenças neurodegenerativas?” organizado pelo CNC. É um tema de particular importância ao qual dou especial atenção.
O que são células estaminais? As células estaminais são células extraordinárias cujo destino ainda não foi “decidido”. Podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo denominado “diferenciação”, tendo igualmente a capacidade de se auto-renovar e dividir indefinidamente. Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião “diferenciam-se” em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, etc. No organismo adulto, as células estaminais adultas encontram-se presentes em órgãos como a medula óssea, a pele ou o intestino, que têm um elevado grau de perda celular, requerendo uma substituição constante das suas células. Deste modo, as células estaminais adultas diferenciam-se preferencialmente em células do mesmo tipo do órgão de onde derivam.

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Os cientistas estão entusiasmados com a possibilidade de controlar o espectacular poder natural destas células para curar vários tipos de doenças. Por exemplo, as doenças de Parkinson e Alzheimer resultam de lesões em grupos de determinadas células no cérebro. Ao fazer um transplante das células estaminais de um embrião para a parte do cérebro com lesões, os cientistas esperam substituir o tecido do cérebro que se perdeu.
Num futuro próximo, a investigação das células estaminais poderá revolucionar a forma de tratamento de muitas “doenças mortais” como, por exemplo, acidentes vasculares cerebrais, a diabetes, doenças cardíacas e até mesmo a paralisia.
As atitudes relativamente à utilização de células estaminais embrionárias para fins de investigação e tratamentos médicos variam de país para país. Uma vez que a utilização de embriões é uma questão controversa eticamente, os cientistas em todo o mundo estão à procura de outras fontes de células estaminais.
Ainda há pouco tempo tivemos a controversa questão do aborto no nosso país, o que pensar sobre a utilização de células estaminais embrionárias? Estaremos a retirar células que formariam um embrião, será que isso é uma forma de atentar contra uma vida em crescimento? Esta é mais uma questão que se poderia colocar nesse debate. Facto é que estaríamos a contribuir para salvar milhões de vidas!

As células estaminais encontradas na medula óssea dos adultos são uma possibilidade. Estas células têm o potencial para se “diferenciarem” em diferentes glóbulos vermelhos ao longo do ciclo da vida. Diz-se também que a gordura será uma fonte de células estaminais, o que seria juntar o útil ao agradável :).

No futuro, os cientistas esperam manipular estas células estaminais adultas para que, em vez de produzirem apenas glóbulos vermelhos possam produzir células do cérebro, fígado, coração e células nervosas.

Fala-se em Parkinson e Alzheimer particularmente, mas existem outras doenças como a ELA (esclerose lateral amiotrófica) que também afecta milhões de pessoas, haverá estudos para tratamento a curto prazo? Investigações que estejam a ser feitas nesse sentido?

Pode-se ler mais aqui e aqui.


The sound… April 16, 2007

Filed under: Música — Raquel @ 11:15 pm

“what is that sound
ringing in my ears
the strangest sound
i’ve heard for years and years
the sound of two hearts
beating side by side
the sound of one love
that neither one can hide
(…)”


Aos Amigos - Herberto Héder April 15, 2007

Filed under: Poesia — Raquel @ 3:43 pm

Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
construímos um lugar de silêncio.
De paixão.

Herberto Hélder


Cassiopeia

Filed under: Astronomia — Raquel @ 2:18 am

As constelações são regiões da esfera celeste delimitadas por fronteiras que foram definidas em 1928, pela União Astronómica Internacional, de modo a acomodar as figuras que na Antiguidade lhes eram associadas. Esta organização aboliu algumas constelações do passado e reconheceu ao todo 88 constelações, cobrindo todo o firmamento, de tal modo que qualquer ponto da esfera celeste pertence inevitavelmente a uma (e só uma) constelação. Não se pode afirmar que “há 88 constelações”, pois podiam-se ter considerado 50, ou 300, ou qualquer outro número: as 88 constelações resultaram de uma convenção internacional.
A associação de nomes de figuras lendárias às configurações desenhadas pelas estrelas do céu, feita no passado, só aparentemente se pode considerar um procedimento ingénuo. Permitiu transformar um conjunto de pontos “desordenados no céu” numa representação coerente e compreensível.

Hoje falo da Cassiopeia, as cinco estrelas mais visíveis desta constelação, ligadas por traços mais espessos na figura, marcam no céu um “W” (ou um “M”) muito fácil de localizar. A cassiopeia mostra-se nesta posição no início nas noites de verão. (in Roteiro do Céu)

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Lenda:A figura formada pelas estrelas próximas à constelação de Cepheus lembra a duma figura humana sentada num trono – só que de cabeça para baixo. Para os gregos, isso representava a punição por um crime severo e logo associaram essa constelação ao mito de Cassiopeia: a vaidosa rainha da Ethiopia que comparou sua beleza à das Nereidas, filhas de Poseidon. Como punição, os deuses exigiram que sua filha, Andrômeda, fosse sacrificada ao monstro Cetus (uma besta similar a uma baleia) para que seu país não fosse inundado pelas ondas de Poseidon.

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Os felinos! April 14, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 5:00 pm

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Biologia Celular…

Filed under: Ciência — Raquel @ 4:40 pm

Não podia passar sem aqui deixar a ligação para o livro “The Cell: A molecular approach” online, que está muito bem elaborado. Boa viagem ;)


As voltas do DNA

Filed under: Ciência — Raquel @ 3:49 pm

Um fragmento de DNA de sequência 3′ TACGTACGAATTGCTCA 5′ origina por replicação o fragmento 5′ ATGCAGCTTAACGAGT 3′. Segue-se a transcrição para RNA, resultando primeiro no RNA pre-mensageiro (ou hmRNA) que origina o fragmento 3′ UACGUCGAAUUGCUCA 5′. Aqui podem ocorrer fenómenos de Splicing, ou seja, perda de nucleidos, e obtém-se, por exemplo, o fragmento de RNA 3′UACUGCUAC 5′. Que também se pode ler 5′ CAUCGUCAU 3′.
Em pesquisa de ferramentas para melhor entender este processo e guardá-lo na memória, encontrei um local na rede que ajuda ao treino da replicação, transcrição e tradução dos ácidos nucleicos.