O Quarto Do Felino

À mãe! May 6, 2007

Filed under: Poesia — Raquel @ 6:20 pm

Hoje é o dia da mãe, e porque não há ninguém mais especial que elas, deixo aqui uma pequena delícia para todas, em especial para a minha que é uma grande mulher! Mãe, mulher, amiga, a ti devemos o que somos,… em grande parte. Um beijo muito especial para ti, minha mãe!

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POEMA À MÂE

No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal…

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade (in “Os Amantes Sem Dinheiro”)


Coimbra Veste-se de Negro… May 4, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 8:22 pm

É numa quinta-feira de Maio que Coimbra se veste de negro. As ruas preenchem-se de capas negras que esvoaçam com cortes de amizade, outras ainda virgens dos caloiros que pela primeira vez a vestem, ou de “drs.” que assim o decidiram. Na minha perspectiva, é lindo de se observar! Não é imperativo que se seja estudante da academia de Coimbra para se sentir este ambiente de união, mas quem o é sente-se eufórico por aqui pertencer!

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A Serenata monumental na escadaria da Sé Velha marca o início desta festa dos estudantes. A cidade enche-se de vida, recordações, alegria e saudade juntam-se, nesta noite, à cor das fitas em riste. Não faz parte do reportório desta serenata, mas é uma das músicas que mais me marcou e marca no meu percurso coimbrão:

À meia noite ao luar
Vai p’la rua a cantar
O boémio e sonhador
E a recatada donzela
De mansinho abre a janela
À doce canção de amor

Ai como é belo
À luz da lua
Ouvir o fado
Em plena rua

Sou cantador
Apaixonado
Trinando as cordas
A cantar o fado

Dão as doze badaladas
E ao ouvir-se as guitarradas
Surge o luar que é de prata
A recatada donzela
De mansinho abre a janela
Vem ouvir a serenata

Estudantina de Coimbra

Um pouco de história: “Ao longo das gerações, gerou-se e desenvolveu-se em Coimbra um conjunto de tradições académicas ao qual se deu o nome de praxe.
Aquando da instalação da Universidade, notou-se de imediato uma diferença no viver citadino do autóctone e dos estudantes.
El-Rei D. Dinis ordenou que, quem não fosse estudante não poderia penetrar na actual “Alta” da cidade, o que corresponde à parte acima da Porta de Almedina. De igual forma, ordenou também as horas de estudo, determinadas pelo toque do sino grande da Sé, que bradava três vezes.
Desta forma se dividiu a urbe, a Alta, corresponde à parte estudantil, a Baixa era habitada por comerciantes e artesãos.O que ainda hoje persiste, inalterável, do passado é o toque do sino para as aulas. Pitorescamente foi chamado de “Cabra”, uma vez que o som emitido não era o mais querido dos estudantes. Para além de anunciar as aulas, a “Cabra”, determinava também a hora de recolher a casa para o estudante. Entre as 18:00 h e as 7:00 h nenhum estudante podia ser encontrado na rua, caso contrário, a polícia universitária (actuais archeiros), detia o estudante e conduzia-o à cadeia académica.”


Teatro - TAGV May 3, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 11:49 pm

Dias 29 e 30 de Maio: CLONES E CLOWNS - “A peça conta a história de Richard Klok, um cientista alucinado que consegue concretizar com êxito e em total segredo a clonagem de um ser humano, utilizando como cobaia um famoso palhaço. Em breve, a Terra fica cheia de palhaços clonados. Mas como todos são iguais, todos repetem as mesmas frases, ou realizam os mesmos gags, e as pessoas deixam de lhes achar piada. A falta de humor torna-se contagiosa e em breve a humanidade está mergulhada numa depressão generalizada: as pessoas vivem tristes e entediadas, deixam de rir, de cantar, deixam de amar a vida….”

teatro_1.jpg no TAGV


Gatos de Pêlo Longo May 2, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 11:21 pm

A maioria dos gatos-bravos está dotada de pêlo curto ou médio (o manul ou gato de Pallas é a espécie felina selvagem com a pelagem mais longa). Inicialmente, todos os gatos-domésticos europeus eram de pêlo curto. Os gatos de pêlo longo desenvolveram-se em países muito frios para fazer face ao clima, mas é provável que tenham resultado de mutações espontâneas perpetuadas pelo cruzamento entre raças.
Os gatos de pêlo longo chegaram à Europa por volta dos finais do século XVI. Segundo alguns registos históricos, foram trazidos da Ásia Menor pelo viajante italiano Pietro della Valle mas, nos dias de hoje, a maioria dos gatos de pêlo longo com pedigree descende de animais oriundos da Turquia e da Pérsia, trazidos para a Grã-Bretanha nos fins do século XIX.
A maioria dos gatos de pelagem longa pertence ao tipo exótico Pêlo Longo, mais conhecido por Persa. Nos Estados Unidos, estes gatos encontram-se formalmente ordenados em sete grupos: Cor Sólida, Prateado e Dourado, Sombreado e fumado, Tabby, Particolor, Bicolor e Himalaio. Na Austrália e na Nova Zelândia, são formalmente designados por Persas, sendo as cores consideradas variedades. Na Grã-Bretanha denominam-se Longhairs (”Pêlos Longos”) e cada cor é considerada uma raça distinta.

O Persa Azul : De todos os Persas, o Azul tem sido sempre o mais popular. Graças a uma criação cuidadosamente controlada, os Azuis são os representantes mais genuinos e fiéis aos estalões estabelecidos para os Persas, sendo por isso frequentemente usá-los para aperfeiçoar outras variedades.
Não concordam que é deslumbrante?

imag0015.jpg ANTES
imagem135.jpg DEPOIS

Qual a diferença? Sempre lindo, lindo, lindo… :)

AZUL FALSO : O “azul” que lhe confere a denominação é mais um negro diluído, ou um azul-cinza para ser mais exacto.

Existe uma quantidade enorme de informação que aqui poderia colocar, mas tornar-se-ia muito maçador (se é que já não está :) ), assim sendo, aconselho uma vista de olhos pelo “Grande livro do Gato” de David Taylor, Editora Civilização, tem imensa informação sobre todos os tipos de Gatos Persas e outros não menos interessantes!