Parece que com a entrada do Processo de Bolonha nas nossas Universidades não foram apenas os tempos de licenciatura/mestrado , “horas de estudo” e cálculos de ECTS que mudaram a nossa vida universitária! O código da Praxe da Universidade de Coimbra também!! Pois é, acabei de ter conhecimento:
Conceitos como “quartanista”, “quintanista” e “duplo quintanista” desaparecem das designações coimbrãs e surgem quatro
novos títulos. O colete passa a ser proibido no traje feminino. As celebrações académicas também vão ser sofrer mudanças no calendário. Trupes e julgamentos passam a ser controlados de perto pelo CV. Estas são as principais mudanças contempladas nos 290 artigos do novo Código de Praxe da U.Coimbra. (…) Assim, a nova hierarquia abarca os títulos de caloiro, semi-puto, candeeiro e bacharel, no primeiro ciclo, e bolognez, marquez e veterano no segundo ciclo. “O termo ‘candeeiro’ foi recuperado do século XVIII e determina a altura em que as insígnias pessoais, o grelo e as fitas, são utilizados, o ‘bacharel’ será aquele aluno que não consiga terminar o curso no tempo previsto”.
(in Canalup)
O cortejo da queima das fitas deixa de ser à célebre terça-feira de Maio e passa a ser a um sábado ou domingo, a benção das pastas passa a ser realizada quinze dias depois dos festejos académicos (entende-se??). Os outros eventos (não menos importantes), como o Chá Dançante, o Baile de Gala e a Garraiada, passam também a ter novas datas. Estas só serão conhecidas em Outubro.
O novo regulamento do Conselho de Veteranos (CV) da Universidade de Coimbra entrou em vigor na última sexta-feira, dia 7, mas apenas no decorrer desta semana ficará disponível na Internet.
Também já se diz há algum tempo que a “Praxe já não é o que era”…, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades! Mas será que Praxe é Praxe e assim deveria continuar a ser a Tradição? Pelo que sei, desde o tempo dos nossos pais, depois do luto académico, desde o regresso da Praxe até aos dias de hoje, muita coisa mudou na Tradição académica da Universidade de Coimbra… Opiniões há muitas, mas o nosso tempo por cá ninguém nos tira! 