À espera February 20, 2008
Sentada no corredor espero… Corredores sem fim, parecem labirintos. Batas azuis percorrem-nos de ponta a ponta, batas brancas entram e saiem das portas que os cortam e preenchem. Parecem atarefados mas eu continuo à espera…
Os pés ficam dormentes, cruzo e descruzo as pernas, e elas incham. Enrolo um caracol por entre os dedos…, e espero. Uma rapariga, colega de cadeira de corredor, impacienta-se, levanta-se, senta-se, bate com os pés “emborrachados” no chão, de onde não sai barulho. Endireita um painel mal pregado na parede e lê todos os avisos que encontra na sua baixa linha de visão…O cheiro adormece-me os sentidos e sinto-me zonza…
Que sítio tão inóspito!