Hipocrisia – acto de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui.
Questiono-me…, a hipocrisia nasce connosco, aprende-se ou adquire-se em função dos factos da vida e contactos interpessoais?
Será que ser hipócrita é uma mais valia no dia a dia? Fazendo com que consigamos atingir objectivos que, no caso contrário, se fossemos verdadeiros não os atingiríamos? E o que isso nos provoca interiormente? Faz-nos mais afáveis e parecer de contacto mais fácil, mas por dentro rói-nos como um ruminante rói uma corda. Um dia ela quebra…
Deveremos ter todos uma pitada disto e daquilo, aprender um pouco de tudo… Mas não sei se a pitada de hipocrisia, com o “bem” que possa trazer para a sociedade, nos trará bem a longo prazo… Agora se nasce connosco, somos uns felizardos, não?
Questões necessárias…, ou desnecessárias!
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Infelizmente acho que todos já passámos por alguns momentos em que tivémos de recorrer à pitada de hipocrisia…! Mas acho que isso não os traz bem nenhum, no final…
O problema é que às vezes ao sermos tão verdadeiros e transparentes também podemos magoar ser magoados. Há que balançar tudo isto com alguns silêncios, talvez…. que dizes?
Beijinho!
Agosto 18th, 2009
Querida mana, depois de ler as tuas sábias palavras lembrei-me deste poema de Cesariny… espero que goste;)
PASTELARIA
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir
de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Agosto 24th, 2009
Obrigada minhas queridas. Convosco a minha “sociedade” torna-se mais fácil de (di)gerir.
Muitos beijinhos
Agosto 24th, 2009
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