Livros que marcam


Procuro há muito tempo a colecção de livros que marcou positivamente a minha pré-adolescência. Posso dizer que vivi naquele mundo por muito tempo, tanto que me imaginava num colégio interno!
Aqui fica um cheirinho, com a esperança de um dia os encontrar…

As gémeas_01

“Numa tarde de Sol, quatro raparigas encontravam-se sentadas na relva, junto de um campo de ténis, bebendo limonada. As suas raquetas repousavam no chão e as seis bolas brancas estavam espalhadas pelo campo.
Duas das pequenas eram gémeas. Isabel e Patrícia O’Sullivan eram tão parecidas que poucas pessoas conseguiam distinguir uma da outra. Ambas tinham cabelo castanho escuro, ligeiramente ondulado, bonitos olhos azuis, um sorriso simpático e um ligeiro sotaque irlandês que lhes dava certa graça.” (…)



Espelhos


Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro“, diz um personagem do livro A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón.

Talvez por isso há quem goste e devore livros, e há quem pouco lhes pegue… O que será que vêem neles? :)



O primeiro Beijo


“(…) Pela primeira vez tão perto um do outro, Luís cheirou-lhe o perfume de rosas e ela sentiu-lhe o cheiro a rapaz que já é quase homem. Os olhos de mel de Amélia fundiram-se nos castanhos dele, as respirações enlaçadas num único fôlego, os corações inflamando-se de ardor, ambos perscrutando o rosto do outro com a intensidade de quem sabe que encontrou o amor.
Incapaz de resistir, Luís inclinou-se devagar sobre ela. Foi apenas um movimento ligeiro, mas o suficiente para lhe tocar os lábios aveludados, primeiro ao de leve, como quem prova um doce, depois com sofreguidão, a gula tornada fome; eram pétalas açucaradas, gomos deliciosos que se abriam como uma flor diante do Sol. O dia fez-se noite e ambos se perderam para lá do horizonte, num paraíso de sensações e sentimentos, afogados um no outro, derretendo-se num amor incandescente. Era como se nada mais existisse no mundo; apenas havia o outro e aquele instante em que os lábios se colaram e os dois se fundiram num só.
O primeiro beijo
.”

José Rodrigues dos Santos inA vida num sopro