Certamente já ouviram as expressões “tocam a mesma música” ou “ouvem a mesma música“! A primeira é normalmente atribuída a duas ou mais pessoas, colegas/amigos que defendem a mesma ideia, partilham da mesma opinião, estão do mesmo “lado”. À segunda associamos dois amantes, que estão envolvidos no mesmo som, estão na mesma sintonia.
Não sei se já repararam, mas tenho constatado que na maior parte dos casos a música está sempre presente no início do enamoramento. Quando duas pessoas se conhecem e pretendem aproximar-se, conhecer mais o outro, utilizam muitas vezes a troca de CD’s, partilham opiniões sobre que tipo de música gostam e ouve-se “hei-de trazer um cd que sei que vais gostar!” Penso que é um modo de saber se somos parecidos, se “ouvimos a mesma música”, e se sim, já é um bom indício para uma escolha acertada! Se não…, é melhor pensar bem!
Não é só em relação à música, os filmes e séries televisivas também entram nesse jogo, …mas mais tarde. Sobre filmes, a discordância torna-se mais fácil de gerir e ceder, penso não ser um factor tão crítico. Assim como as séries televisivas. Mas duvido que um elemento masculino goste de partilhar um serão a ver uma telenovela com a sua formosa papoila.
Que conversa estou para aqui a ter!, é resultado das minhas viagens semanais ao Porto, nas quais tenho de cantar, pensar e inventar qualquer coisa que me mantenha desperta no regresso a Coimbra.
Pois continuando a minha dissertação, no que diz respeito a séries televisivas, num caso muito particular, as telenovelas, podem-me chamar foleirita, mas sabe-me muito bem chegar a casa depois de um dia extenuante, deitar-me no sofá, ligar a televisão e ver uma série “dramático-cómica” semestral (aproximadamente) onde maioritariamente se fala no gerúndio. Também há sempre a opção de bater repetidamente com a mão na parte de trás do pescoço e dizer “relaxa, relaxa…”, como uma menina, no momento, Madrilena nos seus tempos académicos!… Acho que prefiro os meus casuais serões
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